"Bom caráter é para ser mais enaltecido do que talento extraordinário. A maioria dos talentos é de uma certa forma um dom.
Bom caráter, em contraste, não nos é dado. Temos que construi-lo peça por peça... por pensamentos, escolhas, coragem, e determinação." (John Luther)
quinta-feira, 29 de outubro de 2009
CAFÉ DA MANHÃ - REDE IMPACT BRASIL
AOS OBREIROS LIGADOS À REDE IMPACT BRASIL
Amados companheiros, nosso próximo café da manhã será no próximo dia 06 de novembro, às 09:00 horas, no templo da IGREJA APOSTÓLICA JESUS DO AVIVAMENTO, na Rua Haddock Lobo - 130.
A palavra será ministrada pelo Ap Santiago Lastra, do México, que está visitando o Brasil nestes dias.
O Apóstolo Marcos Nascimento, nosso anfitrião aguarda a todos de coração aberto.
Esperamos por voce.
Abraços.
Ap Paulo Ventura
REDE IMPACT BRASIL
Amados companheiros, nosso próximo café da manhã será no próximo dia 06 de novembro, às 09:00 horas, no templo da IGREJA APOSTÓLICA JESUS DO AVIVAMENTO, na Rua Haddock Lobo - 130.
A palavra será ministrada pelo Ap Santiago Lastra, do México, que está visitando o Brasil nestes dias.
O Apóstolo Marcos Nascimento, nosso anfitrião aguarda a todos de coração aberto.
Esperamos por voce.
Abraços.
Ap Paulo Ventura
REDE IMPACT BRASIL
sexta-feira, 9 de outubro de 2009
OBSTÁCULOS NO CONGRESSO PARA OS PROJETOS GAYS!
Tipo: Pesquisas / Autor: Autores Diversos
Bancada evangélica emperra projetos de gays no Congresso
ANA FLOR
da Folha de S.Paulo
A recente tramitação no Congresso do projeto que criou o Ministério da Pesca escondeu uma batalha em que a Frente Parlamentar Evangélica se saiu vitoriosa --e rendeu críticas ao governo por parte de grupos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (LGBT).
O descontentamento não se referia ao novo ministério. O texto também tratava das atribuições da Secretaria Especial de Direitos Humanos e descrevia, entre os grupos atendidos, a população LGBT. Previa ainda a criação de um Conselho LGBT no governo.
Depois do debate na Câmara, o texto final excluiu o termo LGBT --citava apenas "minorias". O Conselho LGBT também não foi aprovado.
A mudança foi comemorada por congressistas ligados a igrejas evangélicas. Para grupos LGBT, o governo "rifou" reivindicações do movimento para aprovar o restante do projeto --além do Ministério da Pesca, tratava da área ambiental e criava cargos em comissão.
Segundo Míriam Martinho, da Rede Um Outro Olhar, o texto aprovado mantém os movimentos, que lutam por visibilidade, invisíveis. "Será uma comissão enrustida [o Conselho contra Discriminação]", disse.
O estilista Carlos Tufvesson, integrante do Conselho dos Direitos LGBT do Rio de Janeiro, diz que o governo não tem interesse em priorizar a luta LGBT. "O governo, na sua atividade legislativa, não apoia os pleitos LGBT. Entram milhões de barganhas nas negociações."
Já Luiz Mott, fundador do grupo Gay da Bahia, afirma que é um governo de "boas intenções e poucas ações".
O responsável pelas políticas LGBT na Secretaria de Direitos Humanos, Eduardo Santarelo, reconhece que as expressões relativas ao grupo foram retiradas por pressão dos evangélicos. "Qualquer menção no projeto de lei que tivesse a questão LGBT e o combate à homofobia, eles cortaram. Teve-se que negociar para aprovar o projeto como um todo", disse ele.
Homofobia
Encarada como a maior vitória LGBT no Congresso, a proposta que criminaliza a homofobia poderá se transformar em um novo revés para esses movimentos. Aprovado na Câmara por um "descuido" da bancada evangélica, o texto precisa passar pelo Senado sem emendas.
Caso contrário, volta à Câmara, onde vai "dormir em berço esplêndido", como disse aos colegas a relatora do tema, senadora Fátima Cleide (PT-RO). Depois de mais de um ano de negociação, ela já fala em fazer substitutivos ao texto para tornar viável sua aprovação.
Uma das principais objeções dos senadores ligados a igrejas é o artigo que pune discriminação a manifestações públicas de afeto. Outro ponto polêmico é a interpretação de que pastores não poderão mais condenar a homossexualidade em programas de rádio e televisão.
O senador Marcelo Crivella (PRB-RJ) afirma que é a favor dos direitos de homossexuais, mas é preciso "preservar o livre exercício do culto religioso".
Nos grupos LGBT, há quem defenda a votação sem modificações. Outros preferem mudanças no texto que garantam aprovação. "É melhor que ele [o projeto] seja votado e rejeitado. Vai ter de haver o custo político de rejeitar", diz Tufvesson.
O presidente da Associação Brasileira LGBT, Toni Reis, defende diplomacia e mobilização. "Precisamos ter mais força dentro do Congresso", diz.
Bancada evangélica emperra projetos de gays no Congresso
ANA FLOR
da Folha de S.Paulo
A recente tramitação no Congresso do projeto que criou o Ministério da Pesca escondeu uma batalha em que a Frente Parlamentar Evangélica se saiu vitoriosa --e rendeu críticas ao governo por parte de grupos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (LGBT).
O descontentamento não se referia ao novo ministério. O texto também tratava das atribuições da Secretaria Especial de Direitos Humanos e descrevia, entre os grupos atendidos, a população LGBT. Previa ainda a criação de um Conselho LGBT no governo.
Depois do debate na Câmara, o texto final excluiu o termo LGBT --citava apenas "minorias". O Conselho LGBT também não foi aprovado.
A mudança foi comemorada por congressistas ligados a igrejas evangélicas. Para grupos LGBT, o governo "rifou" reivindicações do movimento para aprovar o restante do projeto --além do Ministério da Pesca, tratava da área ambiental e criava cargos em comissão.
Segundo Míriam Martinho, da Rede Um Outro Olhar, o texto aprovado mantém os movimentos, que lutam por visibilidade, invisíveis. "Será uma comissão enrustida [o Conselho contra Discriminação]", disse.
O estilista Carlos Tufvesson, integrante do Conselho dos Direitos LGBT do Rio de Janeiro, diz que o governo não tem interesse em priorizar a luta LGBT. "O governo, na sua atividade legislativa, não apoia os pleitos LGBT. Entram milhões de barganhas nas negociações."
Já Luiz Mott, fundador do grupo Gay da Bahia, afirma que é um governo de "boas intenções e poucas ações".
O responsável pelas políticas LGBT na Secretaria de Direitos Humanos, Eduardo Santarelo, reconhece que as expressões relativas ao grupo foram retiradas por pressão dos evangélicos. "Qualquer menção no projeto de lei que tivesse a questão LGBT e o combate à homofobia, eles cortaram. Teve-se que negociar para aprovar o projeto como um todo", disse ele.
Homofobia
Encarada como a maior vitória LGBT no Congresso, a proposta que criminaliza a homofobia poderá se transformar em um novo revés para esses movimentos. Aprovado na Câmara por um "descuido" da bancada evangélica, o texto precisa passar pelo Senado sem emendas.
Caso contrário, volta à Câmara, onde vai "dormir em berço esplêndido", como disse aos colegas a relatora do tema, senadora Fátima Cleide (PT-RO). Depois de mais de um ano de negociação, ela já fala em fazer substitutivos ao texto para tornar viável sua aprovação.
Uma das principais objeções dos senadores ligados a igrejas é o artigo que pune discriminação a manifestações públicas de afeto. Outro ponto polêmico é a interpretação de que pastores não poderão mais condenar a homossexualidade em programas de rádio e televisão.
O senador Marcelo Crivella (PRB-RJ) afirma que é a favor dos direitos de homossexuais, mas é preciso "preservar o livre exercício do culto religioso".
Nos grupos LGBT, há quem defenda a votação sem modificações. Outros preferem mudanças no texto que garantam aprovação. "É melhor que ele [o projeto] seja votado e rejeitado. Vai ter de haver o custo político de rejeitar", diz Tufvesson.
O presidente da Associação Brasileira LGBT, Toni Reis, defende diplomacia e mobilização. "Precisamos ter mais força dentro do Congresso", diz.
O AVANÇO DOS MUÇULMANOS
Tipo: Pesquisas / Autor: Autores Diversos
Muçulmanos passam de 1,5 bi e são quase 25% da população mundial
MÁRCIA SOMAN MORAES
da Folha Online
Atualizado às 18h19.
Um relatório do instituto americano Pew Forum on Religion & Public Life divulgado nesta quinta-feira aponta que 22,9% --quase um quarto da população mundial de 6,8 bilhões-- são muçulmanos. Com dados de 232 países, o instituto mapeou por três anos o mundo muçulmano, e mostra que eles são a maioria na Ásia e que, ao contrário do que os EUA e a Europa temem com a imigração, ainda representam uma porcentagem pequena nestas regiões.
"Mapping the Global Muslim Population" ("Mapeando a População Muçulmana Global", em tradução livre), descrito como estudo único na área, aponta que há um total de 1.571.198.000 muçulmanos em todo o mundo. Comparativamente, segundo projeções de 2005 do World Religions Database, há cerca de 2,25 bilhões de cristãos no mundo.
O documento mostra ainda que dois em cada três muçulmanos vivem na Ásia, dado que não surpreende já que, no continente, estão as principais nações muçulmanas. No topo da lista estão Indonésia, com 202.867.00 (12,9% da população muçulmana mundial) e Paquistão, com 174.082 (11,1%). Há ainda a Índia, com 160.945.000 de muçulmanos, número que representa 10,3% da população muçulmana mundial e 13,4% da população indiana.
"Não é uma surpresa, mas destaca a necessidade de rever alguns conceitos. A maioria do mundo não muçulmano associa estes ao Oriente Médio", diz Trevor Castor, diretor assistente do Centro de Estudos Muçulmanos da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos.
Para Mohammed Ayoob, professor de Relações Internacionais e diretor do Programa de Estudos Muçulmanos da Universidade de Michigan, o conceito errôneo é resultado da maior aproximação histórica do Ocidente com o Oriente Médio do que com o Sudeste Asiático.
Berço histórico do islã, o Oriente Médio, classificado no estudo junto ao norte da África, fica em um distante segundo lugar --com 315.322.000 muçulmanos, ou 20,1% desta população, em comparação com 61,9% (surpreendentes 972.537.000) na Ásia.
Muçulmanos passam de 1,5 bi e são quase 25% da população mundial
MÁRCIA SOMAN MORAES
da Folha Online
Atualizado às 18h19.
Um relatório do instituto americano Pew Forum on Religion & Public Life divulgado nesta quinta-feira aponta que 22,9% --quase um quarto da população mundial de 6,8 bilhões-- são muçulmanos. Com dados de 232 países, o instituto mapeou por três anos o mundo muçulmano, e mostra que eles são a maioria na Ásia e que, ao contrário do que os EUA e a Europa temem com a imigração, ainda representam uma porcentagem pequena nestas regiões.
"Mapping the Global Muslim Population" ("Mapeando a População Muçulmana Global", em tradução livre), descrito como estudo único na área, aponta que há um total de 1.571.198.000 muçulmanos em todo o mundo. Comparativamente, segundo projeções de 2005 do World Religions Database, há cerca de 2,25 bilhões de cristãos no mundo.
O documento mostra ainda que dois em cada três muçulmanos vivem na Ásia, dado que não surpreende já que, no continente, estão as principais nações muçulmanas. No topo da lista estão Indonésia, com 202.867.00 (12,9% da população muçulmana mundial) e Paquistão, com 174.082 (11,1%). Há ainda a Índia, com 160.945.000 de muçulmanos, número que representa 10,3% da população muçulmana mundial e 13,4% da população indiana.
"Não é uma surpresa, mas destaca a necessidade de rever alguns conceitos. A maioria do mundo não muçulmano associa estes ao Oriente Médio", diz Trevor Castor, diretor assistente do Centro de Estudos Muçulmanos da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos.
Para Mohammed Ayoob, professor de Relações Internacionais e diretor do Programa de Estudos Muçulmanos da Universidade de Michigan, o conceito errôneo é resultado da maior aproximação histórica do Ocidente com o Oriente Médio do que com o Sudeste Asiático.
Berço histórico do islã, o Oriente Médio, classificado no estudo junto ao norte da África, fica em um distante segundo lugar --com 315.322.000 muçulmanos, ou 20,1% desta população, em comparação com 61,9% (surpreendentes 972.537.000) na Ásia.
quinta-feira, 10 de setembro de 2009
HOMOFOBIA, A LEI.
"Ilustres senhores parlamentares: Vossas Excelências podem votar, se
quiserem, essa porcaria de lei que proíbe criticar o homossexualismo.
Podem votá-la até por unanimidade. Podem votá-la sob os aplausos da
Presidência da República, da ONU, do Foro de São Paulo, de George
Soros, das fundações internacionais bilionárias, do Jô Soares, do
beautiful inteiro.
Não vou cumpri-la. Não vou cumpri-la nem hoje, nem amanhã, nem nunca.
Por princípio, não cumpro leis que me proíbam de criticar ou elogiar o
que quer que seja. Nem as que me ordenem fazê-lo.
Não creio que haja, entre os céus e a terra, nada que mereça imunidade
a priori contra a possibilidade de críticas. Nem reis, nem papas, nem
santos, nem sábios, nem profetas reivindicaram jamais um privilégio
tão alto. Nem os faraós, nem Júlio César, nem Átila, o huno, nem
Gengis Khan ambicionaram tão excelsa prerrogativa. O próprio Deus,
quando Jó lhe atirou as recriminações mais medonhas, não tapou a boca
do profeta. Ouviu tudo pacientemente e depois respondeu. As únicas
criaturas que tentaram vetar de antemão toda crítica possível foram
Adolf Hitler, Josef Stálin, Mao-Tse-Tung e Pol-Pot. Só o que
conseguiram com isso foi descer abaixo da animalidade, igualar-se a
vampiros e demônios, tornar-se alvos da repulsa universal.
Nada é incriticável. Quanto mais o simples gostinho que algumas
pessoas têm de fazer certas coisas na cama.
Nunca na minha vida parei para pensar se havia algo de errado no
homossexualismo. Agora estou começando a desconfiar que há. Nenhuma
coisa certa, nenhuma coisa boa, nenhuma coisa limpa necessita se
esconder por trás de uma lei hedionda que criminaliza opiniões. Quem
está de boa intenção recebe críticas sem medo, porque sabe que é capaz
de respondê-las no campo da razão, talvez até de humilhar o adversário
com a prova da sua ignorância e má-fé. Só quem sabe que está errado
precisa se proteger dos críticos com uma armadura jurídica que aliás o
desmascara mais do que nenhum deles jamais poderia fazê-lo. Só quem
não tem o que responder pode pedir socorro ao aparato repressivo do
Estado para fugir da discussão. E quanto mais se esconde, mais põe sua
fraqueza à mostra.
Sim, senhores. Nunca, ao longo dos séculos, alguém rebaixou, humilhou,
desmascarou e escarneceu da comunidade gay como Vossas Excelências
estão em vias de fazer.
As pessoas podem ter acusado os homossexuais de fingidos, de
ridículos, de tarados, de pecadores. Ninguém jamais os qualificou de
tiranos, de nazistas, de inimigos da liberdade, de opressores da
espécie humana. Vossas Excelências vão dar a eles, numa só canetada,
todas essas lindas qualidades.
Depois não reclamem quando aqueles a quem essa lei estúpida jura
proteger se tornarem objeto de temor e ódio gerais, como acontece a
todos os que tomam de seus desafetos o direito à palavra.
Quem, aprovada a PLC 122/06, se sentirá à vontade para conversar com
pessoas que podem mandá-lo para a cadeia à primeira palavrinha
desagradável? Os homossexuais nunca foram discriminados como dizem que
o são. Graças a Vossas Excelências, serão evitados como a peste".
Jornal do Brasil / 24-05-2007
Olavo de Carvalho
Filósofo e Escritor
quiserem, essa porcaria de lei que proíbe criticar o homossexualismo.
Podem votá-la até por unanimidade. Podem votá-la sob os aplausos da
Presidência da República, da ONU, do Foro de São Paulo, de George
Soros, das fundações internacionais bilionárias, do Jô Soares, do
beautiful inteiro.
Não vou cumpri-la. Não vou cumpri-la nem hoje, nem amanhã, nem nunca.
Por princípio, não cumpro leis que me proíbam de criticar ou elogiar o
que quer que seja. Nem as que me ordenem fazê-lo.
Não creio que haja, entre os céus e a terra, nada que mereça imunidade
a priori contra a possibilidade de críticas. Nem reis, nem papas, nem
santos, nem sábios, nem profetas reivindicaram jamais um privilégio
tão alto. Nem os faraós, nem Júlio César, nem Átila, o huno, nem
Gengis Khan ambicionaram tão excelsa prerrogativa. O próprio Deus,
quando Jó lhe atirou as recriminações mais medonhas, não tapou a boca
do profeta. Ouviu tudo pacientemente e depois respondeu. As únicas
criaturas que tentaram vetar de antemão toda crítica possível foram
Adolf Hitler, Josef Stálin, Mao-Tse-Tung e Pol-Pot. Só o que
conseguiram com isso foi descer abaixo da animalidade, igualar-se a
vampiros e demônios, tornar-se alvos da repulsa universal.
Nada é incriticável. Quanto mais o simples gostinho que algumas
pessoas têm de fazer certas coisas na cama.
Nunca na minha vida parei para pensar se havia algo de errado no
homossexualismo. Agora estou começando a desconfiar que há. Nenhuma
coisa certa, nenhuma coisa boa, nenhuma coisa limpa necessita se
esconder por trás de uma lei hedionda que criminaliza opiniões. Quem
está de boa intenção recebe críticas sem medo, porque sabe que é capaz
de respondê-las no campo da razão, talvez até de humilhar o adversário
com a prova da sua ignorância e má-fé. Só quem sabe que está errado
precisa se proteger dos críticos com uma armadura jurídica que aliás o
desmascara mais do que nenhum deles jamais poderia fazê-lo. Só quem
não tem o que responder pode pedir socorro ao aparato repressivo do
Estado para fugir da discussão. E quanto mais se esconde, mais põe sua
fraqueza à mostra.
Sim, senhores. Nunca, ao longo dos séculos, alguém rebaixou, humilhou,
desmascarou e escarneceu da comunidade gay como Vossas Excelências
estão em vias de fazer.
As pessoas podem ter acusado os homossexuais de fingidos, de
ridículos, de tarados, de pecadores. Ninguém jamais os qualificou de
tiranos, de nazistas, de inimigos da liberdade, de opressores da
espécie humana. Vossas Excelências vão dar a eles, numa só canetada,
todas essas lindas qualidades.
Depois não reclamem quando aqueles a quem essa lei estúpida jura
proteger se tornarem objeto de temor e ódio gerais, como acontece a
todos os que tomam de seus desafetos o direito à palavra.
Quem, aprovada a PLC 122/06, se sentirá à vontade para conversar com
pessoas que podem mandá-lo para a cadeia à primeira palavrinha
desagradável? Os homossexuais nunca foram discriminados como dizem que
o são. Graças a Vossas Excelências, serão evitados como a peste".
Jornal do Brasil / 24-05-2007
Olavo de Carvalho
Filósofo e Escritor
quarta-feira, 26 de agosto de 2009
O INDIVÍDUO É UM BLEFE!

César Cielo é um pioneiro. No ano passado ele conquistou a primeira medalha de ouro do Brasil na história da natação. Ele rompeu um paradigma, ele iniciou uma tradição. Nada acontece por acaso. Existe uma estrutura por trás onde tem muita gente envolvida. Nos últimos jogos olímpicos de Pequim o Brasil enviou quase 500 atletas e voltou poucas medalhas. A relação custo beneficio entre o valor investido e o retorno dado é bem baixa. Mas todos sempre esperam uma mudança e acabou ocorrendo. Em Pequim, nos 100m, ele achou que não ia se classificar para final, e de fato se classificou por um detalhe terminando a semifinal em oitavo com o ultimo tempo e largou na oitava posição. E por superação, ele terminou empatado e ficou com o bronze. Ao ser entrevistado na zona mista, ele chorou muito e disse: vou ganhar o ouro!
Ele não foi arrogante ele foi confiante! Ele acreditava no potencial, no treinamento e no trabalho. Embora a natação seja um esporte individual e apesar de só dependeremos de nossas forças, existe um grande segredo: a mentalidade vencedora não depende só do individuo. É algo impregnado na sociedade, faz parte de uma geração de vencedores, pois o individuo como instituição nunca existiu. O indivíduo é um produto, um valor social, e reflete o conjunto desses valores do meio. Nós não somos 100% autónomos, somos moldados pelo meio, o todo determina a parte.
Vencer é um atributo de uma sociedade, é algo tão normal como respirar é um valor que habita no teu ser. Durkheim, falava sobre uma consciência coletiva. Freud usou isso alguns anos depois, falava desse conceito.
O volei para chegar onde chegou precisou de Bernard, William, Moreno, ou seja a geração de prata construiu os pilares do habito de vencer. O futebol do Brasil , quando entra em campo , carrega 5 estrelas em cima do escudo , e é respeitado no mundo inteiro, mas o inicio foi uma tragédia. O Maracanã foi o palco da derrota da Copa de 50 e precisou vencer em 58 para aprender a vencer. Hoje se eu colocar o time do América do Rio com a camisa amarela, o adversário do outro lado vai tremer e o por outro lado o América vai jogar como nunca jogou antes.
É difícil ser atleta no Brasil, é difícil ser professor, é difícil ser policial, é difícil ser médico, tudo é uma questão de uma consciência vencedora. A vida não é um bingo onde o acaso domina. Deus nunca mandou Miguel cantar as pedras lá de cima, e nós aqui embaixo distribuindo os feijões na cartela, esperando o BINGO! O que ele faz é provocar o nascimento de uma mentalidade vencedora que impregna nosso pensamento. A ignição vem de Deus.
Por isso uma família desunida tem dificuldade para vencer, pois a mentalidade vencedora precisa habitar no meio de todos, achar que é natural vencer, e não uma excepcionalidade.
Deus sempre falou com Jacob como individuo chamando por Yaacov, mas quando queria falar com o povo (entidade jurídica) o chamava como Israel. Não existe Jacob, existe Israel, uma responsabilidade coletiva, e não pensem que Jacob não tinha seus dramas e temores.
Jacob era humano, humano até demais. Ele brigou com seu irmão no útero; praticamente foi expulso de casa sem um centavo no bolso, casou com uma mulher que ele não amava, tinha um sogro que queria matá-lo , sua única filha foi estuprada; sua amada esposa morreu no parto, fora a briga entre seus filhos.
Mas ele não é Jacob, ele é Israel , ele lutou com De-us e prevaleceu, ele iniciou uma seqüência de lutas e vitórias, ele ganhou a medalha de ouro da vida.
Alguém tem que vencer para nós acreditemos na vitória. O individuo é um blefe!
© 2009, Blog Cabala da Autossuficiência. Usado com permissão. Originalmente publicado em cabaladaautossuficiencia.com.br
segunda-feira, 3 de agosto de 2009
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