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quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

MAGNO MALTA DIZ QUE PROGRAMA DE DIREITOS HUMANOS CRIA 'IMPÉRIO HOMOSSEXUAL' NO BRASIL


Agência Senado
Publicação: 04/02/2010 20:48

O senador Magno Malta (PR-ES) afirmou que irá criar uma Frente Parlamentar contra o decreto presidencial que criou o Programa Nacional de Direitos Humanos. Para o parlamentar, o decreto - assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no final do ano passado - "enaltece o projeto de lei 122", em tramitação na Câmara, que, em sua opinião, "cria um império homossexual no Brasil".
Em pronunciamento nesta quinta-feira (4), o senador afirmou que o projeto dá aos homossexuais direitos que não foram concedidos aos índios, aos negros ou aos portadores de deficiência. Ele afirmou que a frente terá a maioria dos parlamentares tanto do Senado Federal quanto da Câmara dos Deputados e que o PL 122 "irá morrer nesta Casa".
Magno Malta informou que a Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) do Senado aprovou nesta quinta-feira requerimento de sua autoria para a realização de uma audiência pública sobre a matéria. Segundo o parlamentar, serão convidados representantes "da sociedade islâmica, da sociedade espírita, da sociedade judaica, das religiões afro-brasileiras e também católicos, evangélicos, ateus e intelectuais" .
O senador afirmou que não tem nada contra os homossexuais, que respeita muito, mas disse não poder permitir a aprovação de um projeto inconstitucional. Afirmou que a Constituição, no parágrafo 3º de sue artigo 226, estabelece que a união estável é aquela realizada "entre um homem e uma mulher".
"Não sou homofóbico", declarou o parlamentar, para quem "o Brasil precisa de uma grande campanha de educação e respeito nessa e em outras questões".
No mesmo pronunciamento, o senador manifestou seu pesar pelo falecimento do sogro do pastor Silas Malafaia, da Assembleia de Deus da Vila da Penha (RJ); informou ter protocolado um pedido para realização de uma sessão especial em homenagem aos mortos no terremoto do Haiti; e manifestou o repúdio pelas declarações do ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, e do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso a favor da legalização da maconha.

sábado, 16 de janeiro de 2010

O SUSPEITO PLANO NACIONAL DOS DIREITOS HUMANOS

Dizem que no Brasil, não existe mais clima para a instalação de um regime autoritário. Com esse PNDH e a tal "Comissão da verdade", a esquerda esta criando esse clima.
Se vingar dos militares, descriminalizar o aborto, aprovar o casamento gay, obrigar os ruralistas a negociar com invasores, antes do ato judicial de desapropriação, voltar a censurar a imprensa e retirar os símbolos religiosos de lugares públicos.
Será que eles ainda não entenderam que estão jogando "contra" a sociedade representada por 120 milhões de católicos, 30 milhões de evangélicos, fora a comunidade militar; os ruralistas; a mídia e os espíritas do Brasil. E mais os descontentes?
Fico imaginando: Será que estão de má fé? Ou realmente são burros?
Ou quem sabe, é uma tremenda conspiração para derrotar a Dona Dilma e trazer de volta a turma do Dr Fernando.
Com essa turma, tudo é possível!

Ap Paulo Ventura

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

CAFÉ DA MANHÃ - REDE IMPACT BRASIL

AOS OBREIROS LIGADOS À REDE IMPACT BRASIL



Amados companheiros, nosso próximo café da manhã será no próximo dia 06 de novembro, às 09:00 horas, no templo da IGREJA APOSTÓLICA JESUS DO AVIVAMENTO, na Rua Haddock Lobo - 130.



A palavra será ministrada pelo Ap Santiago Lastra, do México, que está visitando o Brasil nestes dias.



O Apóstolo Marcos Nascimento, nosso anfitrião aguarda a todos de coração aberto.



Esperamos por voce.



Abraços.



Ap Paulo Ventura

REDE IMPACT BRASIL

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

OBSTÁCULOS NO CONGRESSO PARA OS PROJETOS GAYS!

Tipo: Pesquisas / Autor: Autores Diversos

Bancada evangélica emperra projetos de gays no Congresso
ANA FLOR
da Folha de S.Paulo

A recente tramitação no Congresso do projeto que criou o Ministério da Pesca escondeu uma batalha em que a Frente Parlamentar Evangélica se saiu vitoriosa --e rendeu críticas ao governo por parte de grupos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (LGBT).

O descontentamento não se referia ao novo ministério. O texto também tratava das atribuições da Secretaria Especial de Direitos Humanos e descrevia, entre os grupos atendidos, a população LGBT. Previa ainda a criação de um Conselho LGBT no governo.

Depois do debate na Câmara, o texto final excluiu o termo LGBT --citava apenas "minorias". O Conselho LGBT também não foi aprovado.

A mudança foi comemorada por congressistas ligados a igrejas evangélicas. Para grupos LGBT, o governo "rifou" reivindicações do movimento para aprovar o restante do projeto --além do Ministério da Pesca, tratava da área ambiental e criava cargos em comissão.

Segundo Míriam Martinho, da Rede Um Outro Olhar, o texto aprovado mantém os movimentos, que lutam por visibilidade, invisíveis. "Será uma comissão enrustida [o Conselho contra Discriminação]", disse.

O estilista Carlos Tufvesson, integrante do Conselho dos Direitos LGBT do Rio de Janeiro, diz que o governo não tem interesse em priorizar a luta LGBT. "O governo, na sua atividade legislativa, não apoia os pleitos LGBT. Entram milhões de barganhas nas negociações."

Já Luiz Mott, fundador do grupo Gay da Bahia, afirma que é um governo de "boas intenções e poucas ações".

O responsável pelas políticas LGBT na Secretaria de Direitos Humanos, Eduardo Santarelo, reconhece que as expressões relativas ao grupo foram retiradas por pressão dos evangélicos. "Qualquer menção no projeto de lei que tivesse a questão LGBT e o combate à homofobia, eles cortaram. Teve-se que negociar para aprovar o projeto como um todo", disse ele.

Homofobia

Encarada como a maior vitória LGBT no Congresso, a proposta que criminaliza a homofobia poderá se transformar em um novo revés para esses movimentos. Aprovado na Câmara por um "descuido" da bancada evangélica, o texto precisa passar pelo Senado sem emendas.

Caso contrário, volta à Câmara, onde vai "dormir em berço esplêndido", como disse aos colegas a relatora do tema, senadora Fátima Cleide (PT-RO). Depois de mais de um ano de negociação, ela já fala em fazer substitutivos ao texto para tornar viável sua aprovação.

Uma das principais objeções dos senadores ligados a igrejas é o artigo que pune discriminação a manifestações públicas de afeto. Outro ponto polêmico é a interpretação de que pastores não poderão mais condenar a homossexualidade em programas de rádio e televisão.

O senador Marcelo Crivella (PRB-RJ) afirma que é a favor dos direitos de homossexuais, mas é preciso "preservar o livre exercício do culto religioso".

Nos grupos LGBT, há quem defenda a votação sem modificações. Outros preferem mudanças no texto que garantam aprovação. "É melhor que ele [o projeto] seja votado e rejeitado. Vai ter de haver o custo político de rejeitar", diz Tufvesson.

O presidente da Associação Brasileira LGBT, Toni Reis, defende diplomacia e mobilização. "Precisamos ter mais força dentro do Congresso", diz.

sexta-feira, 31 de julho de 2009

SOBRE A PUNIÇÃO DA PSICÓLOGA ROSÂNGELA JUSTINO


Prezados senhores,

Manifesto publicamente minha preocupação quanto à possibilidade deste conselho em punir a Psicóloga Rosângela Justino por descumprir a resolução CFP 01/99 de 22 de março de 1999 que proíbe tratamento de homossexuais por psicólogos.

Pelo que sei a Dra. Rosangela simplesmente atende àqueles que incomodados por sua homossexualidade a procuram voluntariamente pedindo ajuda profissional quanto à crise existencial vivenciada. Assusta-me o fato de que o Conselho de Psicologia Federal considere a atitude de Rosângela discricionária e equivocada. Isto posto pergunto: Porventura não tem direito o que vive a homossexualidade desistir dela? E se o tem, não possui também o direito de receber ajudar profissional de um terapeuta quando solicitado? Ao afirmar que não, o CFP age de modo arbitrário aplicando sobre milhares de cidadãos brasileiros uma imposição de conceitos e valores absolutamente antagônicos a liberdade.
Prezados senhores a Carta Magna assegura a garantia dos direitos constitucionais conforme os termos dos Arts. 3º, IV; 4º, II; e 5º, IV, V, VI, VII, VIII, IX, X, XIII, XIV, XV, XVI, XVII, XVIII da Constituição da República Federativa do Brasil, promulgada em 5 de outubro de 1988, que nos assegura o direito de:a) PENSAR (liberdade de consciência);b) EXPOR NOSSAS IDÉIAS (liberdade de expressão, intelectual e científica);c) ASSOCIAR PARA APOIAR OS QUE QUEREM SER APOIADOS (liberdade de atuar e/ou fornecer informações à sociedade).
Sendo assim, manifesto meu repúdio a possibilidade de qualquer tipo de punição a psicóloga Rosângela Justino, como também a proibição deste respeitado órgão em não permitir que seus afiliados exerçam liberdade científica, de pensamento, e expressão.

Atenciosamente,

Renato Vargens

segunda-feira, 20 de julho de 2009

A VIDA ABUNDANTE -

Assista o vídeo dos jovens do Evangelho Pleno no 21º Congresso, em Xerém.

PRIMEIRAS IMAGENS DO CONGRESSO APOSTÓLICO DE JOVENS DO EVANGELHO PLENO

Veja nas imagens a bênção que foi nosso 21º Congresso Apostólico de Jovens do Evangelho Pleno, cujo tema baseado em Reis e Sacerdotes, foi impactante para todos os presentes.
Nossa apreciação para os Jovens Pra Alice, do Méier, Isaque de Miray, Meire de Tremembé e Denise de Macaé. Demonstraram que estão crescendo e vivendo estes tempo de Reis e Sacerdotes e ministrando com desembaraço total a respeito do Reino de Deus. Impressionaram pelo conhecimento e pela unção na ministração. Deus os abençoe poderosamente.




segunda-feira, 18 de maio de 2009

O DEPUTADO BEBADO QUE “VOAVA” A 190 KM POR HORA!


A foto é de João Carlos Frigério, do site Plantão 190

Um dos jovens mortos era evangélico.

Carta escrita por Gilmar Yared pai de uma das vítimas do acidente, causado pelo Deputado Fernando Carli.


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Olá queridos amigos!

Voces não imaginam a importância de ter amigos.
Neste momento de muita dor, onde a tristeza tomou conta de minha alma, onde a vontade de viver
dá lugar a de morrer, receber as muitas mensagens através de telefonemas, e-mails tem sido um refrigério.
Ontem a equipe da TV Paranaense esteve em minha casa, gravamos uma matéria que revelava bem a nossa indignação.
Mas infelizmente cortaram e colocaram apenas o que não poderia repercutir ou seja nada comparado ao que
falamos.
Vejo o Poder Publico sendo colocado a disposição do deputado para diminuir as evidências deste crime.
No posto de gasolina onde praticamente tudo começou, o frentista revelou que no dia seguinte quando nós
chorávamos a morte de meu filho, os advogados do deputado já estavam trabalhando recolhendo evidências.
Conversando com o frentista o mesmo comentou que, ouvindo a conversa deles, afirmaram que o deputado
estava embriagado. No Hospital Evangélico, os enfermeiros comentam que foi encontrado cocaína no seu sangue, e tudo isso sendo escondido pelas autoridades, médicos e pela imprensa.
Porque tanta impunidade?
190 km por hora foi quando foi cravado o velocímetro e o delegado responsável pelo caso,
disse desmentindo as primeiras informações oficiais revelou que o velocímetro estava em zero.

Que poder é este que destroi a familia?

O poder político não é maior que o poder de Deus e não pode estar acima do bem e do mal.
Meu irmão apresentador da TV Educativa, foi afastado de seu programa.
Na CBN colegas jornalistas estão indignados com o cerceamento de informações.

Autoridades de nosso estado, com certeza vocês fizeram um pacto e não foi com Deus.
Imagino que haja pessoas decentes e que irão reverter este quadro.

Sei que tudo irá passar e que enfrentarei muitos desafios a partir de agora.

Peço a Deus que nos dê forças e nos proteja

Amigos, poderia estar acontecendo com qualquer um de vocês.

Fui escolhido para suportar tamanha dor acompanhado desta grande injustiça.


Obrigado pelas homenagens ao meu filho.

Nesta quinta na Igreja do Balão no Alto da XV, estaremos realizando um culto em memória
ao Gilmarzinho às 20:00.

Um beijo à todos queridos amigos,

Gilmar

quarta-feira, 29 de abril de 2009

BREVE HISTÓRIA DO POVO JUDEU - Primeira parte


Fonte: Boa parte de Isaac S. Algazi e Tradução de Ruth Iusim (Visão Judaica)

Disse Gräetz que são dois os povos criadores da civilização humana: o helênico e o hebreu*. O povo helênico sucumbiu "quando as falanges macedônicas e as legiões romanas lhe mostraram a vida sombria, grave e sem sorrisos, como a que haviam conhecido; então sua sabedoria transformou-se em excentricidade". O hebreu, ao contrário, permaneceu vivo em meio a impérios que se extinguiam, porque soube dar à vida um fim determinado e ponderado. Querendo, pode-se chamar a este objetivo do povo israelita "a moral pura" e, ainda que a palavra esteja muito aquém da idéia, o que interessa destacar é que o povo judeu entendeu que seu dever é tomar a sério essa "moral pura".
* O autor deve estar se referindo à civilização ocidental; mesmo assim a afirmação desconsidera outros povos importantes. (mgh)
Para que se possa compreender isto, é necessário conhecer, ainda que sumariamente, a história do povo de Israel. Portanto, daremos uma síntese dos acontecimentos pelos quais passou o povo judeu, desde os tempos mais remotos.
Corria o ano 2140 (a.e.C.), ou seja, há mais de 4.100 anos atrás. Um homem inspirado chamado Abraão, habitante da alta Mesopotâmia, recebeu de D-us a ordem de abandonar sua cidade natal e estabelecer-se num país que lhe seria designado, fundando ali um povo que seria cumulado de favores e objeto de especial predileção. Abraão estabeleceu-se com seus rebanhos no país de Canaã. Seu poder patriarcal passou a seu filho Isaac e deste para Jacob que depois o passou para seus doze filhos. Um destes, chamado José, vendido como escravo ao Faraó, rei do Egito, soube captar tal prestígio e autoridade, que chegou a ser vice-rei do Egito. Nesta qualidade chamou seus irmãos e lhes entregou a terra de Goshen para que a cultivassem e vivessem de seus produtos. Os israelitas tornaram-se tão numerosos e fortes, que os reis do Egito, temerosos de sua importância, os submeteram a dura escravidão, acabando por decretar a morte de todos os filhos varões que nasceram naquele povo. Porém Moisés, um desses meninos, jogado às águas do Nilo, foi salvo pela filha do Faraó e educado na corte do rei. Mais tarde esse menino seria o libertador daquele povo e seu legislador. Efetivamente, por decreto divino, Moisés organizou o grande êxodo dos israelitas, que segundo a Bíblia foi de 600.000 homens. Em busca da Terra Prometida atravessaram o golfo ocidental do Mar Vermelho e passaram 40 anos no deserto experimentando todas as dificuldades da vida nômade. Ao pé do Monte Sinai, Moisés deu aos israelitas o Decálogo, ou seja, os Dez Mandamentos, supremo código moral da humanidade.
Antes de morrer, Moisés nomeou como seu sucessor Josué, o qual, depois de atravessar o Jordão e derrotar os inimigos que se opunham à sua marcha vitoriosa, distribuiu as terras conquistadas entre as doze tribos. Josué foi sucedido pelos Juízes, entre os quais Jefté, Sansão e Débora, que nos legou um canto lírico (+) de grande magnitude. O último dos juízes foi Samuel, que a pedido do povo, mudou a forma de governo e instituiu a monarquia, nomeando Saul como primeiro rei. Morto Saul, entre vitórias e derrotas, foi David ungido como rei e a este sucedeu seu filho Salomão, o qual levou o país ao cume da felicidade e causou a admiração de todo o Oriente e Ocidente por seu saber e sua sagacidade.
(+) Juízes, 5
Após a morte de Salomão, seu reino foi dividido entre Roboão, seu filho, e Jeroboão, seu adversário; o primeiro contava com duas tribos e o segundo com dez, tendo havido entre eles uma luta constante. As nações vizinhas aproveitaram-se desta discórdia para sua própria expansão e o povo de Israel perdeu assim o caráter específico que lhe havia assegurado o rei Salomão.
Depois de uns poucos anos de reinado, Roboão foi vencido, primeiro por Sisac, rei do Egito, que tomou Jerusalém e se apoderou do Templo e dos tesouros reais, e segundo por Nabucodonosor, rei da Babilônia.
Pelo trono de Israel desfilaram então alguns reis indignos como Ahab, Joram, Jezebel e Atalia. Todos estes acontecimentos foram prelúdios da grande derrota que sofreu o povo hebreu ao cair em mãos de Senaquerib e Salmanasar, que o levaram cativo para a Assíria. Começou assim o grande êxodo; os judeus choraram, se desesperaram, procuraram consolo nas palavras dos profetas, e o judaísmo ampliou seu campo. Já não era a religião do pequeno povo que vivia à margem do Jordão. O D-us dos filhos de Israel, a quem estes haviam atraiçoado e por isso sofriam o exílio, passou a ser, de D-us de um povo dolorido e prostrado, o D-us de toda a humanidade. Os exilados haviam rompido o círculo do nacionalismo e acercavam-se do universalismo; e quando por fim Ciro, destruído já o império assírio, permitiu aos desterrados que voltassem a seu país, Esdras e Nehemias trabalharam para formar novamente um povo, ao qual proporcionaram uma moral mais elevada que a anterior.
A parte do território onde o povo se estabeleceu foi chamada Judéia e seus moradores receberam o nome de judeus. Povoaram novamente as cidades e obtiveram permissão para reconstruir o Templo e as muralhas de Jerusalém. A forma de governo daquele novo Estado foi uma espécie de república teocrática. O povo vivia tranqüilamente, refazendo-se do abatimento de que havia sido vítima durante os anos de cativeiro na Babilônia. No tempo dos selêucidas, sírios de forte influência cultural helênica, o povo judeu sofreu muito novamente, pois estes soberanos o sobrecarregavam de impostos e o perseguiram por sua religião.
Antíoco Epífânio mandou erigir uma estátua de Júpiter Olímpico no meio do Templo e fez morrer muitos judeus que não quiseram abjurar de suas crenças ante essa divindade. Surgiu então uma família cujos membros uniam a um grande talento militar, notórios dotes de governantes. Foram os macabeus. O primeiro deles que resistiu aos decretos de Antíoco foi Matatías, que matou um oficial e por isso viu-se obrigado a fugir para as montanhas seguido de um punhado de valentes. Seu filho Iehuda, o Macabeu venceu os sírios em diversos encontros; entrou vencedor em Jerusalém e restabeleceu o culto divino. Após a morte de Iehuda, seus irmãos Jonatan e Simão continuaram sua obra, lutando pela liberdade de sua pátria, até obrigar Antíoco a aceitar a paz.
O judaísmo saiu vitorioso de seu choque com o helenismo. Conhecia-se sob este nome a forma de civilização grega que, estando já a Grécia em decadência, foi difundida pelo mundo asiático e egípcio por Alexandre Magno e especialmente por seus sucessores. O helenismo difundiu-se também na Judéia, onde o sentido grego da vida, mais superficial e cheio da formosura da natureza, havia entusiasmado muitos judeus que, possuindo possivelmente tendências assimilacionistas muito desenvolvidas, haviam começado a sentir o peso de sua doutrina mãe, demasiado séria e de suas normas de vida muito severas.
Na Judéia o helenismo foi combatido com armas pelos macabeus e verbalmente pela obra incansável e contínua dos sábios, os quais, com o correr dos séculos foram substituindo os profetas. Enquanto os hassidim, isto é, os puros, os defensores dos hashmoneus, se afastavam da visa política, surgiu um novo partido, melhor dito uma nova seita: a dos saduceus. Estes, aferrados com vigor ao sentido literal do código sacerdotal da Torá, não prestaram atenção e rechaçaram a lei oral que ia se difundindo entre o povo por obra de outra seita: os fariseus. Os fariseus representaram na época hashmonéia e mais tarde na queda de Jerusalém o verdadeiro elemento salvador do judaísmo. Com efeito, estabeleceram uma doutrina intermediária entre a dos saduceus, rígidos sacerdotes que, apesar de seu sacerdócio dedicavam demasiado tempo à vida mundana, e a dos essênios, que com seu ascetismo e sua vida contemplativa se esqueciam da vida humana, de suas necessidades e suas desditas. Os fariseus, por seguirem a lei oral, foram os iniciadores do vastíssimo trabalho que se conhece com o nome de Mishná.
E enquanto os doutos sábios trabalhavam pelo desenvolvimento da moral do povo, a política ia piorando de dia a dia. Uma espada mais pesada e mais forte que a dos gregos, a de Roma, havia chegado ao Oriente. Os judeus, com suas lutas religioso-filosóficas e com seu D-us, muito acima dos do Panteão Romano, molestavam os imperadores que viam neles uma causa perene de tumultos.
E começou a guerra judaica.

BREVE HISTÓRIA DO POVO JUDEU - Segunda parte


Fonte: Boa parte de Isaac S. Algazi e Tradução de Ruth Iusim (Visão Judaica)

Durante anos luta seguiu e por muitos meses foram sitiados Jerusalém e seu santuário; e no ano 70 (e.C.) o imperador Tito conseguiu entrar na cidade: incendiou o templo, assassinou e vendeu a maior parte de seus habitantes, começando assim para o judeu o exílio que durou 2 mil anos.
Parte dos judeus imigrou para as regiões asiáticas; outros fixaram sua residência no ocidente, enquanto os judeus de Alexandria, os já helenizados, continuaram vivendo no mesmo ambiente e desenvolvendo sua cultura à sua maneira.
Enquanto os exilados procuravam salvação em diversas terras e se preocupavam com sua vida e seu trabalho, na Judéia, cognominada de Palestina pelos romanos, continuava-se vivendo sob certa autonomia. Na escola de Iavne, onde o rabi Johanan ben Zacai havia salvo o judaísmo, formou-se uma academia e um tribunal supremo, cujo chefe chamava-se Nassí (príncipe), nos quais foram se desenvolvendo as idéias para a formação da Mishná primeiro, e do Talmude depois. Enquanto os sábios trabalhavam sem descanso para eternizar o judaísmo, os homens que em sua vida diária mal suportavam o jugo romano, encontraram um chefe e se rebelaram. Encabeçados por Bar-Kochba e apoiados pelo sábio Aquiva, os judeus entregaram-se à luta. Lutaram com todo o vigor, com toda a força que imprime nos músculos a visão da liberdade que assoma nas consciências, mas a rebelião foi sufocada com grande derrame de sangue, morrendo ambos os chefes como mártires de uma idéia que não puderam chegar a converter em realidade.
Depois desta derrota adormeceu por séculos o alento patriótico do povo judeu. Cada um reclinou a cabeça e suportou sua desgraça limitando seu pensamento à vida diária, deixando a seus rabinos e sábios o cuidado da Torá e do judaísmo. Enquanto a falta de esperança, pior que o desespero, apoderava-se de cada indivíduo, nas escolas da Palestina e da Babilônia os doutos, surdos aos apelos da vida, continuavam compilando os livros que representariam no correr dos séculos a salvação do judaísmo e do judeu. A Mishná, obra dos tanaístas, veio à luz no século II, enquanto os amoraítas trabalhavam na compilação do Talmude.
Foi sobretudo na Babilônia que os estudos alcançaram um desenvolvimento excepcional. Com efeito, na Mesopotâmia o número de judeus ia aumentando consideravelmente. As comunidades mais importantes, como as de Mahuza, Nehardea e Pumbedita, eram sede de distintas academias.
Nomeou-se um exilarca de procedência davídica como chefe do judaísmo babilônico. Mais tarde, a autoridade do exilarca foi diminuindo e os verdadeiros guias foram os gaons, chefes das distintas academias. Desta maneira a vida dos judeus transcorria num feliz desterro, dedicada ao desenvolvimento cultural, filosófico e moral.
Na diáspora romana, porém, as coisas não sucediam assim. No ano 350, ao subir Constantino ao trono, começou contra o povo judeu uma política de coação, atenuada no entanto nas regiões onde os judeus sujeitaram-se ao islamismo, pagando pesados tributos para poder desta forma dedicar-se tranqüilamente ao comércio, como em Bagdá, Cairo e toda a Espanha muçulmana.
Assim, no século IX houve comunidades judias no Cairo, Fez e Marrocos, enquanto na Babilônia, uma vez conquistada a Pérsia pelos muçulmanos, vinha ocorrendo o mesmo fenômeno. O povo judeu, portanto, pôde continuar seu desenvolvimento cultural somente nos países muçulmanos, onde tinha uma vida mais tranqüila, igual aos outros povos, e dedicar-se a qualquer tarefa ou ocupação.
Em troca, no mundo cristão, à medida que o cristianismo ia ganhando terreno no monopólio das fontes de riqueza dos países do Ocidente, ia a influência judaica pouco a pouco voltando ao estado de prostração em que esteve mergulhada nos últimos tempos do império romano. Os judeus não podiam ter autoridade alguma sobre os cristãos; eram afastados dos cargos públicos e eram privados dos direitos de cidadania quando implicava em algum cargo de autoridade, como ter escravos, servos e até criados domésticos.
Os cristãos deviam evitar todo contato social com os judeus, os quais deveriam ter uma marca ou distintivo em suas roupas ou em alguma parte visível do corpo.
Desta maneira, os antigos hebreus e agora os judeus que eram um povo essencialmente agrícola, sem aptidão especial e sem gosto pelo comércio, viram-se obrigados, na sua qualidade de estrangeiros numa população urbana e mercantil, a mudar suas características de vida. A partir da época feudal, especializaram-se cada vez mais no comércio e na medicina, que podiam exercer pois lhes eram vedadas todas as outras profissões. O judeu, por causa das leis canônicas, chegou a ser banqueiro por excelência, e "judeu" e "banqueiro" tornaram-se vocábulos sinônimos. Desta maneira foram criando tanto inimigos como credores e, ao despertar o espírito comercial quando a submissão às leis canônicas foi decaindo ante o imperativo da luta pela existência, o capitalista cristão perseguiu no judeu o competidor e detentor de um monopólio produtivo.
Na Espanha, onde os judeus já viviam desde o século III (e.C.), a população judaica aumentou notavelmente depois da batalha de Guadelete (711) como conseqüência da invasão dos árabes, provavelmente por ter ficado ali grande número de judeus que tinham vindo com os muçulmanos. A situação dos judeus melhorou, prosperaram e houve reis que tiveram médicos, astrônomos e músicos judeus. Chegaram a possuir terras, indústrias, faziam serviço militar sem qualquer restrição, iguais aos outros cidadãos e em certas jurisdições estavam no mesmo pé de igualdade com os fidalgos. Neste ambiente, os judeus começaram a desenvolver na Espanha uma atividade cultural que é tida como a "Idade de Ouro" da história judaica.
Durante três séculos o judaísmo floresceu em Granada, Córdoba, Sevilha, Saragosa, Barcelona, etc., dedicando-se seus integrantes a produzir obras literárias, dando início aos comentários sobre o Talmude, que tornaram mais fácil a procura de qualquer dado. Com a ascensão da ciência árabe, muitos judeus que também escreviam neste idioma começaram a ocupar-se da filosofia. A cultura hebraica deu seus melhores frutos naquela época. É desse período o sábio e venerado Maimônides. Os rabinos não tratavam apenas de obras religiosas, morais e filosóficas e sim de todos os temas e argumentos. Assim guiado, o judeu ampliou sua missão; o homem da sinagoga passou a ser homem do mundo, participava da vida pública, ajudava os monarcas árabes em suas empresas e em sua política e mais tarde auxiliou também os ingratos soberanos da Espanha a aumentar sua potência e a conquistar um império. A par disto, homens de ciência e audazes navegantes judeus colaboraram nas façanhas que levaram os portugueses para além do Cabo da Boa Esperança, até as Índias. Não obstante, os judeus não esqueceram sua antiga pátria; com exceção de alguns que voltavam para a Terra de Israel para ali terminar seus dias, os outros criaram raízes na Espanha, vivendo ali como em sua antiga terra. De Sefarad, nome hebreu da Espanha, derivou o nome sefaradim, como se fizeram chamar os judeus, pensando com isto conquistar sua tranqüilidade e seu lugar no mundo.
Mas não foi assim. Repentinamente estalou um movimento anti-judeu e, numa quarta-feira de cinzas de março de 1391, uma multidão turbulenta irrompeu no bairro judeu da cidade de Sevilha. No dia 9 de junho, uma orgia de matança apoderou-se da cidade. Dali o tumulto popular propagou-se a Córdoba, onde morreram dois mil hebreus. Continuou avançando até Toledo, onde o populacho, em sinal de fé cristã, marcou para a matança de judeus o dia 17 de Tamuz (20 de junho), em cuja triste e vergonhosa jornada correram torrentes de sangue israelita pelas ruas da cidade imperial, sem perdão de idade ou sexo. Sucederam terríveis matanças em cerca de setenta comarcas. Poucos dias depois do massacre de Toledo, o povo de Valência desafogava seu fanatismo contra os judeus, esfaqueando os seus cinco mil e contagiando com seu furor as ilhas Baleares, em cuja capital, Maiorca, cometeu-se toda sorte de atropelos, prelúdio da trágica matança levada a cabo em Barcelona no dia 2 de agosto de 1391, na qual pereceram onze mil judeus.
A partir desta época, o judaísmo espanhol, cortado ao meio, arrastou uma vida apática até que recebeu o golpe mortal com a Inquisição, fundada na Espanha em 1480. No dia da conquista de Granada, assegurada graças ao apoio moral e material dos judeus e que coroava a unidade espanhola e o triunfo da cruz, os reis Fernando e Isabel, sob a influência de Torquemada, ordenaram a expulsão de todos os judeus do território espanhol (31 de março de 1492). De 500 a 600 mil infelizes, sem outra culpa a não ser permanecer fiéis à religião e a crença de seus pais, tomaram o caminho do desterro, sendo este novo êxodo acompanhado de terríveis sofrimentos e toda sorte de privações.
Em Portugal, os judeus levavam, até então, uma vida relativamente calma, mas como Manuel, rei de Portugal, estava em boas relações com Fernando, o católico, do qual iria tornar-se parente, e achando que em seu caráter de monarca absoluto não ficaria mal a política absolutista de seu colega, proibiu aos fugitivos da Espanha a entrada em seu reino. Muitos judeus da Espanha, assim como de Portugal, emigraram para países mais hospitaleiros como a Itália, Turquia, Holanda, etc.
Na Itália, devido talvez à sua política, como também pela persistência das tradições romanas e certa suavidade de costumes desse país, os judeus não sofreram grandes contrariedades nem tiveram que emigrar. Não tardaram a entrar no comércio e a ter negócios com outros países. Fugitivos da Espanha e de Portugal, os judeus tiveram acolhida em vários estados italianos; porém também ali a Inquisição acabou imediatamente com a liberdade que tinham e a maior parte daqueles infelizes teve que tomar novamente o caminho do desterro. Foi em Roma que a existência dos judeus sofreu misérias.
Na França, os judeus viveram de uma maneira diferente. Em sua maioria comerciantes, havia também entre eles tesoureiros fiscais, marítimos e médicos. Sob a dinastia dos Merovíngios começaram as perseguições. A situação melhorou bastante durante o período Carolíngio.
Com os Capetos a vida judaica tornou-se insuportável no norte da França. Apesar disso, surgiu um vulto dentro do judaísmo francês da Idade Média - Rashi (rabi Shlomo Itzhak) - em torno do qual se agruparam muitos discípulos. Nos fins do século XII os judeus foram expulsos da França, mas continuaram vivendo ali, mesmo sofrendo, até o século XIV.
Melhor era sua situação no sul da França, em Provença. Por isso puderam dedicar-se aos estudos e criaram escolas famosas, cultivando a filologia, a medicina, a filosofia e a poesia. Há notícias de judeus na Provença até fins do século XV. Desde então, até pouco antes da época de Napoleão, não existiu na França o problema judeu, porque não havia judeus.

BREVE HISTÓRIA DO POVO JUDEU - Terceira parte


Fonte: Boa parte de Isaac S. Algazi e Tradução de Ruth Iusim (Visão Judaica)

Na Alemanha estabeleceram-se judeus desde tempos muito antigos. O primeiro documento de uma comunidade judaica na Colônia data do ano 321. Até a época dos últimos Carolíngios sua situação era muito boa. Floresceram escolas em Metz e Mogúncia, onde ensinou o célebre rabi Guershon ben Judá, chamado "Luz da Diáspora". Quando começaram as Cruzadas e uma onda de fanatismo se apoderou dos homens, caiu sobre os judeus a espada de Damocles. Comunidades inteiras como as de Espira, Worms, Mogúncia e Colônia foram assassinadas. Mais tarde, ao estalar da Peste Negra, o cólera (1340-1351), mais de 340 comunidades foram quase que totalmente exterminadas, quando os judeus foram acusados de envenenar os poços de água.
Na Áustria-Hungria, a história do povo judeu apresenta vicissitudes mais complexas que em outras nações. Os reis magiares serviam-se dos judeus como preceptores, tesoureiros e administradores de suas fazendas e de seus investimentos industriais. Mesmo quando a Santa Sé romana interveio várias vezes para impedir estas relações, os soberanos voltaram atrás depois de haver acatado temporariamente as prescrições da cúria romana. os séculos XIV e XV foram nefastos para os judeus austríacos. Durante o tempo em que o cólera açoitou aquelas regiões, os judeus foram expulsos da Hungria e, ainda que os tenham chamado depois, não recobraram jamais seu primitivo prestígio, não puderam mais ter cargos públicos e foram obrigados a usar um capuz como distintivo de sua religião. Em 1386, foram vítimas de ultrajes horrorosos em Praga e outras cidades. A situação moral e material dos judeus da Áustria e Hungria melhorou, todavia, graças aos esforços de Mordechai Meisel, o primeiro milionário alemão, e de Lipman Heller, rabino de Viena.
Na Europa oriental, os judeus haviam se estabelecido desde a destruição do primeiro Templo. Na Polônia, eles chegaram por volta do século IX, procedentes da Alemanha e Boemia. Ali gozavam de uma hospitalidade liberal, crescendo notavelmente a população judaica durante os dois séculos seguintes.
O duque de Kalisz e de Guesen, assim como Casimiro, o Grande, outorgaram-lhes uma liberdade ilimitada no comércio. Os judeus poloneses tinham por inimigos o clero e os negociantes alemães, e, na Ucrânia e na Rússia européia, além dos já citados, tinham como inimigos os cossacos de rito grego, oprimidos pelos ricos da Polônia, cujos intendentes eram judeus. O judaísmo desapareceu da Ucrânia e, nas outras regiões, sofreu muito em virtude das prolongadas guerras entre russos, suecos e polacos.
Na Criméia e na costa do Mar Negro existiam algumas comunidades antes da era cristã; para lá dirigiram-se muitos judeus, depois da destruição do Templo. Assim difundiu-se o judaísmo nesses lugares e, devido à sua influência, registrou-se a conversão do rei dos cazares no ano 740 (e.C.). Muitos judeus do império bizantino foram para lá mas, quando o reino cazar ou cuzarí foi destruído (969), eles emigraram para a Rússia, onde, até o século XV, parece que levaram uma vida bastante tranqüila.
Na Inglaterra havia judeus desde o século VII (e.C.), mas notícias exatas só há a partir do século XI. Até o século XII a situação foi bastante boa, mas sob o reinado de Ricardo Coração de Leão começou em Londres e noutras localidades uma série de perseguições que se agravaram durante o reinado de João sem Terra. No ano de 1264 houve uma verdadeira matança e, por um decreto do ano de 1290, os judeus foram expulsos da Inglaterra, encontrando refúgio em Flandres, França, Alemanha e Espanha setentrional. Só puderam retornar no período de Oliver Cromwell, quase quatro séculos mais tarde.
Os judeus da Ásia e da África que viviam nos países muçulmanos puderam gozar de certa tranqüilidade durante um determinado período de tempo. Porém, depois da batalha de Rodas (624), começaram nos territórios muçulmanos graves perseguições. Omar expulsou-os da península arábica, admitindo-os novamente mais tarde.
Sob o domínio árabe, foi muito importante o desenvolvimento do judaísmo egípcio, sobretudo em Fostat, antigo nome do Cairo, capital do Egito.
Também em outras localidades da África setentrional foram-se formando comunidades judaicas muito importantes.
A descrição da situação do judaísmo nos principais estados europeus até fins da Idade Média é suficiente para se ter uma idéia de sua verdadeira orientação político-social.
Os judeus, que sob certos aspectos são considerados como um dos povos que tem vivido mais recolhido dentro de si mesmo e que, apesar das perseguições, conservaram incólume sua doutrina, viveram durante os tempos medievais e uma parte da idade moderna encerrados numa espécie de "círculo de ferro" chamado gueto.
A Reforma, a partir de 1517, num primeiro momento foi favorável aos judeus, pois o protestantismo modificou em parte a psicologia da época ao promover um maior interesse pelos estudos bíblicos, contribuindo assim para fazer luz sobre o passado e afirmando que a fé repousava sobre o Antigo Testamento. Observam alguns autores que Lutero com isso esperava poder converter os judeus para sua nova igreja. Depois de duas décadas, entretanto, vendo que não tinha conseguido seu intento, ele mudou de tática e passou a atacá-los violentamente. Vieram então os dias amargos pelos quais os fez passar o fundador do protestantismo. Ele tornou-lhes a vida extremamente sombria com seus escritos e suas publicações nos quais pregava que os judeus deviam ser mortos queimados ateando-se fogo às sinagogas enquanto rezavam. Quinhentos e poucos anos mais tarde, essas pregações foram utilizadas pelos nazistas para embasar sua tentativa de extermínio do povo judeu.
Os judeus voltaram à França no século XVI com a anexação da Alsácia e Lorena e com a formação de colônias de Anussim (judeus convertidos ao cristianismo à força) na França meridional. A Revolução os encontrou na guarda nacional. A Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, ao estabelecer o princípio de liberdade religiosa e de igualdade, produziu praticamente a emancipação dos judeus. Napoleão, apoiando este movimento nos anos de 1806-1807, convocou em Paris o grande Sanedrim.
Apesar da ótima situação judeu-francesa e apesar de ter sido a França a primeira a proclamar a liberdade dos judeus, ainda assim não pôde o francês eximir-se do anti-semitismo. Um exemplo disto foi o célebre processo André Dreyfuss, que comoveu o mundo inteiro e desencadeou, ao terminar seu julgamento, uma verdadeira onda anti-semita. Este episódio teve sua repercussão, nos últimos tempos, manifestada na atitude do governo de Vichy para com os judeus, desde o colapso da França em 1940. Há quem acredite que com esta atitude, o marechal Pétain quis desforrar-se da afronta que o militarismo francês sofreu com a reabilitação do capitão Dreyfuss.
Mas o caso Dreyfuss também foi um dos fatores que ajudaram a catalisar o surgimento do Sionismo, idealizado por Theodor Hertzl, um médico austríaco que se tornou escritor e jornalista e foi escalado pelo jornal em que trabalhava para cobrir o caso do capitão judeu francês acusado de alta traição e que mais tarde se revelou um dos maiores erros judiciários da História. A seqüência do julgamento e suas conseqüências levaram Herzl a escrever a obra "O Estado Judeu", organizando suas idéias e lançando as bases do Sionismo moderno.

domingo, 26 de abril de 2009

VOSSA EXCELÊNCIA ME RESPEITE!!!













Pr. Diné Lóta

Que vergonha!
Que baita vergonha!
Os ministros do Supremo Tribunal Federal se comportando como dois
meninos birrentos, cada um querendo parecer mais moralista que o
outro.
O Presidente da República tem a coragem de comparar a altercação dos
ministros a uma discussão sobre futebol...
Jornalistas comentam o “bate-boca” destacando o fato de os ministros
“serem seres humanos, com emoções...”
Senhores Ministros, por favor, tomem uma atitude.
Vossas Excelências respeitem o povo brasileiro.
Vossas Excelências venham diante das Câmeras, com humildade,
reconhecendo o vergonhoso e decepcionante comportamento, e, peçam
perdão ao povo brasileiro e cada um ao seu próximo.
Se já tem sido difícil para o povo brasileiro acreditar na prática da
Justiça (com letra maiúscula) no Brasil, imagino agora, com este
episódio lamentável.
Vossas Excelências, com seu comportamento deplorável, estão denegrindo
a imagem da Justiça e ajudando a matar o que resta de esperança desse
povo simples, sofrido e afável.
Vossas Excelências têm duas alternativas: Ou vêm publicamente pedir
perdão ao povo brasileiro por tão mesquinho comportamento (sem
evasivas, por favor) ou peçam para sair do lugar para o qual foram
“nomeados”.
Vossas Excelências respeitem o povo brasileiro.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

TORRE DE ORAÇÃO DA GRANDE TIJUCA


Torre de Oração da Grande Tijuca: próximos encontros
Indo aos lugares altos.

Encontros em um sábado por mês.

Local: Bom Retiro, Floresta da Tijuca.

Horário: das 8h30 às 10h00.
Saída dos carros e caronas às 8h00, na Pracinha do Alto.

Próximos encontros: 25/abril e
convocação nacional: 1º/maio - mesmo local e horário

QUER MAIS INFORMAÇÕES? ESTÃO ACESSE: http://deboradebonis.blogspot.com/

segunda-feira, 20 de abril de 2009

CONFERÊNCIA APOSTÓLICA EM TREMEMBÉ


Estivemos ministrando na Conferência Apostólica na Igreja do Evangelho Pleno de Tremembé, e ficamos muito gratos a Deus, pelo nível de entendimento e conhecimento que encontramos naquela igreja, acerca do apostólico.
O apóstolo Rogério junto com sua esposa Pra Mauriléia, está fazendo um trabalho de alto nível.
Seus auxiliares mais próximos também estão caminhando em unidade, no entendimento do Reino de Deus.
Outra coisa boa que vimos é a influência positiva que a igreja está exercendo sobre a cidade de Tremembé. Uma igreja que manifesta o Reino de Deus é aquela que influencia positivamente o lugar onde está plantada.
Que Deus continue orientando o Ap Rogério e sua esposa neste caminho de excelência.
Sinto-me gratificado pela oportunidade de ministrar nesta igreja.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

ACAUTELAI-VOS DOS CÃES!


Fl 3.2
Ap Paulo Ventura

Seria tão bom se Paulo estivesse falando de cachorro de verdade. Aquele que tem quatro patas e late abanando a cauda.
Mas a referência é outra. Está falando de mestres que ensinam de modo errado a Palavra de Deus. Homens sem compromisso com a verdade e sem o temor do Senhor. Enganam as multidões com palavras bonitas e pose de sabichões. No mesmo versículo Paulo os chama de maus obreiros.
E olhe que o irmão Paulo passou por esta terra há dois mil anos. Se vivesse hoje, eu não sei que palavra ele usaria para qualificar esse bando de gente irresponsável que anda pelas igrejas, televisões e rádios ministrando coisas absurdas, que distorcem o sentido bíblico da mensagem divina.
E hoje com a restauração apostólica e profética a confusão está aumentando, porque antes eram apenas falsos pastores, hoje são falsos apóstolos, falsos profetas e falsos mestres.
Em nome da revelação (rhema) alguns destes maus obreiros querem empurrar qualquer coisa no coração das ovelhas e reivindicam que tal e tal ensino é fruto de uma “revelação especial” recebida do Senhor.
Cuidado povo de Deus. Não abra mão da Palavra de Deus. Essas revelações que contrariam o que está escrito na Palavra são falsas. Todas elas. Nosso Deus não é contraditório. O que está escrito é o que vale.
Falsas revelações que deturpam o sentido das Escrituras, não é coisa de gente.
O grande Apóstolo Paulo acertou em cheio:
É COISA DE CÃES!!! CUIDADO COM ELES!!!

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

A ORAÇÃO DE RICK WARREN NA POSSE DE OBAMA


Rick Warren: “Deus Onipotente, nosso Pai, tudo que nós vemos e tudo que nós não podemos ver existe só por Sua causa. Tudo vem de Você. Tudo Lhe pertence. Tudo existe para Sua glória. A História é Sua História. As Escrituras dizem-nos: “Ouça, ó Israel, O Senhor é nosso Deus. O Senhor é único”. E Você é o compassivo e misericordioso. E ama a todos que fez. “Agora, hoje, nós nos regozijamos não somente na transferência calma do poder na América pela 44ª vez. Nós comemoramos um ponto de inflexão da História com a posse de nosso primeiro presidente Africano-Americano dos Estados Unidos. Nós somos muito gratos por viver nesta terra, uma terra de possibilidades inigualáveis, onde o filho de um imigrante africano pode alcançar o nível mais elevado de nossa liderança. E nós sabemos que hoje o Dr. King (Martin Luther King Jr.) e uma grande nuvem das testemunhas estão vibrando no céu. “Dê a nosso novo presidente, Barack Obama, sabedoria para conduzir-nos com humildade, coragem para conduzir-nos com integridade, compaixão para conduzir-nos com generosidade. Abençoe e proteja-o: sua família, o vice-presidente Biden, o Ministério, e cada um de nossos líderes livremente eleitos. “Ajude-nos, ó Deus, a recordar que nós somos americanos, unidos, não pela raça, ou religião, ou sangue, mas por nosso compromisso com a liberdade e a justiça para todos. Quando focalizamos em nós mesmos, quando lutamos uns contra outros, quando nós nos esquecemos de Você, perdoe-nos. Quando nós presumimos que nossa grandeza e nossa prosperidade são apenas nossas, perdoe-nos. Quando falhamos em tratar nossos companheiros seres humanos e toda a terra com o respeito que merecem, perdoe-nos. E, enquanto enfrentarmos estes dias difíceis adiante, que possamos ter um novo nascimento de clareza em nossos alvos, de responsabilidade em nossas ações, de humildade em nossas abordagens, e civilidade em nossas atitudes, mesmo quando nós diferimos. “Ajude-nos a compartilhar, servir e procurar o bem comum de todos. Possam, hoje, todas as pessoas de boa-vontade se juntar para trabalhar por uma mais justa, saudável e próspera nação e um pacífico planeta. E possamos nós nunca esquecer-nos de que um dia todas as nações e todos os povos prestarão contas a Você. Nós agora dedicamos nosso novo presidente, sua esposa, Michelle e suas filhas, Malia e Sasha, a Seu amoroso cuidado. “Eu, humildemente, peço isto, no nome daquele que mudou minha vida, Yeshua, Isa, Jesus (pronúncia espanhola), Jesus, que nos ensinou a orar: “Pai Nosso, que estás nos céus, santificado seja o Teu nome. Venha Teu Reino, seja feita Tua vontade, assim na terra como no céu. O pão nosso, de cada dia dá-nos hoje e perdoa nossas transgressões como nós perdoamos aqueles que transgridem contra nós. E não nos induza à tentação, mas livra-nos do mal. Pois Teu é o Reino e o poder e a glória para sempre. Amém.”

Extraído do Blog do Pr Arthur Eduardo. A tradução é de Philippe Leandro